A síndrome de Down é uma das condições genéticas mais frequentes em todo o mundo. Estima-se que 1 a cada 500 nascidos vivos tenha síndrome de Down.

Espera-se que o cuidado integral com a saúde da pessoa com SD tenha como resultado final a manutenção da sua saúde física e mental, bem como o desenvolvimento da sua autonomia e inclusão social. Que em última análise se concretize em uma vida plena. Assim, para cada faixa etária a atenção a determinados problemas de saúde é importante!

Ao nascimento

As questões de saúde que envolvem o nascimento, em geral, estão mais relacionadas a ocorrência de malformações internas que não são visíveis somente pelo exame clínico e que podem não ter sido identificadas durante a gestação. Por isso a avaliação com ecocardiograma, ultrassonografia abdominal, ultrassonografia de vias urinárias e ultrassonografia transfontanela são exames complementares recomendados nesta idade. Estes exames buscam identificar malformações cardíacas e renais além da possibilidade de identificar problemas como hidrocefalia.

Os exames recomendados para todos os recém-nascidos deverão ser realizados também no bebê com síndrome de Down. Isso inclui o exame de triagem neonatal bioquímica, popularmente conhecido como teste do pezinho. Neste primeiro rastreamento será possível identificar, entre outras doenças, o hipotireoidismo.

Primeiro ano de vida

Neste período, a estimulação essencial com as terapias de apoio é fundamental. O início das terapias pode ser bem precoce. Neste primeiro ano de vida é importante a avaliação tireoideana, rastreamento de doenças hematológicas, avaliação oftalmológica e de audição e prevenção de infecções de repetição de vias aéreas.

Entre dois e seis anos

Nesta época, além de manter o monitoramento anual de tireóide, doenças hematológicas, avaliação auditiva, alterações oftalmológicas é importante avaliar a coluna cervical e se há instabilidade atlanto-axial. Este exame serve como um indicativo para orientações sobre a proteção da coluna cervical e a prevenção de lesões mais graves na medula.

Nesta fase as questões de escolarização irão se iniciar, com a escolha de qual escola será mais adequada para a família e para a criança.

Entre seis e dezesseis anos

Manter o acompanhamento clínico anual, a avaliação de tireóide e doenças hematológicas, avaliação auditiva e oftalmológica é fundamental. Alguns casos necessitam repetir a radiografia de coluna cervical para avaliação de instabilidade.

Atenção ao processo de escolarização e de entrada na puberdade. As meninas se beneficiam também de consulta com ginecologista voltado ao atendimento de adolescentes.

Na adolescência, tanto meninos quanto meninas devem ser avaliados por pediatra especialista na adolescência. A avaliação deste profissional é importante também para as famílias, em especial para adaptações ao comportamento que surge com a adolescência e parece ser inesperado para algumas famílias.

A pessoa com síndrome de Down pode ter algumas limitações de aprendizado, mas ela não deixa de crescer e não deixa de se tornar adulta. Nessa fase da adolescência e adulto jovem muitos pais se surpreendem com o desenvolvimento de seus filhos o que acaba por gerar conflitos familiares e é importante termos atenção a estes fatos.

A partir de dezesseis anos e na vida adulta

O monitoramento da saúde do adulto segue recomendações da população geral. Hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia, câncer devem ser monitorados no adulto com síndrome de Down, tal como em qualquer outra pessoa que não tenha esta condição. Especificamente para pessoas com síndrome de Down as recomendações sobre doença tireoideana se mantém.

Em todas as fase da vida

Atenção a padrões de alimentação, prevenção de obesidade, estímulo à prática de exercícios físicos são importantes para garantir a qualidade de vida.

Nunca é demais ressaltar que terapias multidisciplinares são úteis em diversas fases da vida!


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